terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Previsão é de chuva forte hoje e amanhã

Previsão é de chuva forte hoje e amanhã

Previsão é de chuva forte hoje e amanhã (Foto: Alberto Bitar)
As chuvas serão intensas hoje e amanhã, depois devem vir mais moderada (Foto: Alberto Bitar)
A chuva é uma parte simbólica da identidade paraense e, nos primeiros meses do ano, ela se torna companheira constante e gera alguns transtornos, como os observados na madrugada do último sábado com o alagamento de vários bairros de Belém.
Para hoje (25) e amanhã (26), segundo o coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia no Pará (Inmet), José Raimundo Abreu, a previsão é de chuva intensa, quando está previsto um volume de água de 100 ml (um ml corresponde a mil litros de água).
“Antigamente, a água da chuva levava de 2 a 3 horas para escoar. Agora levam até 3 dias. É importante frisar que uma chuva de 20 ml durante um longo período já alaga a cidade, mas uma chuva torrencial que dure apenas uma hora causa transtornos maiores, sendo que neste mês, a média acumulada de volume de chuvas será 30% maior que a média histórica de 50 anos”, constatou José Raimundo Abreu.
“A nossa média desses dias está muito superior as das chuvas do Rio de Janeiro. O mês começou com chuvas de baixa intensidade. Até o dia 15 tínhamos acumulado 130ml, mas somente nos dias 21 e 22 (sexta e sábado), o índice registrou um volume de 97,8ml e de lá pra cá já alcançamos os 369ml, número próximo à média histórica de 385ml”, diz José Raimundo. Segundo ele, a partir de depois de amanhã a chuva ocorrerá de maneira mais maneira, o que deve reduzir a situação dos alagamentos.
ALAGAMENTO
Ele afirma que o principal problema dos alagamentos é que, quando chove, os igarapés e os canais transbordam e os resíduos se acumulam nos bueiros, provocando o assoreamento – presente em 50% dos bueiros da cidade - que não permite o escoamento da água.
“Soluções para evitar os alagamentos seriam a conscientização da população e a coleta regular do lixo. Consideramos um litro por m², então se cai um litro de água num m² onde só existe asfalto e concreto ali se acumula, mas se tem outro m² onde a água pode escoar está resolvido. Os quintais nas residências faziam a água escoar e se infiltrar nos lençóis freáticos de forma mais distribuída”.
FEVEREIRO
Em fevereiro, o meteorologista conta que não estão previstas fortes chuvas mas que, por conta da chegada das marés altas pode ocorrer muitos alagamentos no próximo mês: “Se atingirmos marés de quatro metros e ela se combinar com a chuva, vai haver alagamentos, pois as marés cheias entram pelos bueiros e inundam partes mais baixas da cidade como o Ver-o-Peso. Temos que ficar atentos aos período de 20 a 22, que é de marés críticas, quando elas atingirão 3,8 metros”.
O Inmet realiza o monitoramento climático acompanhando todos os sistemas que provocam as chuvas, a todo o momento. “O fenômeno La Nina está pouco intensificado no hemisfério Sul, então não teremos períodos chuvosos oscilando muito em volume, mas as chuvas permanecem intensificadas até abril, dentro do regime pluviométrico do período que é o maior do ano aqui na região”, informou. Segundo ele, por conta da acomodação da termosfera, até o final deste mês o tempo estará mais estável, sem rajadas de ventos e trovoadas.

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