terça-feira, 1 de março de 2011

É hora de acertar as contas com o Leão

É hora de acertar as contas com o Leão


A Receita Federal inicia hoje (1º) o prazo para a entrega da Declaração Anual do Imposto de Renda. O contribuinte deve estar atento a uma das principais novidades: o fim da declaração em papel. “A declaração pode ser enviada pela internet ou levada em arquivo digital até uma agência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil”, explica Esdras Esnarriaga, superintendente da Receita Federal da 2ª Região Fiscal.
Outra informação importante é que o limite para a obrigatoriedade da declaração aumentou. Contribuintes que tiveram rendimentos até R$ 22.487,25 têm a opção de fazer ou não a declaração. “A pessoa faz a declaração apenas se entender que tem direito à restituição”, diz Esdras.
Este ano também é possível incluir companheiros homoafetivos como dependentes para dedução do imposto, desde que preencham requisitos que comprovem união estável.
Devem fazer a declaração pessoas físicas que tenham rendimentos superiores a R$ 22.487,25 e quem recebeu rendimentos isentos superiores a R$ 40 mil. Também devem acertar contas com o Leão pessoas que obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos em 2010. Também devem declarar o imposto de renda pessoas com patrimônio superior a R$ 300 mil e produtores rurais com rendimento superior a R$112.436.
A funcionária pública aposentada Maria Siqueira Lima já está com toda a documentação pronta e deve enviar a declaração até amanhã. “Tenho tudo organizado dentro de uma pasta, faço isso há anos. Vou juntando todos os documentos, recibos de colégio, dos nossos planos de saúde, médicos, de algumas doações que faço para hospitais, plano de previdência”, explica ela, que vive com o marido e os dois netos.
O prazo para entrega da declaração vai até o dia 29 de abril. A multa mínima pelo atraso é de R$165,74 e o valor máximo é de 20% do imposto sobre a renda devido.
Na 2ª Região Fiscal (toda a região Norte, menos o Estado do Tocantins) são aguardadas 1.055.000 declarações. No Pará, são esperadas 430 mil declarações. (Diário do Pará)

Defeso: Ibama divulga resultado da operação que apreendeu caranguejo

Defeso: Ibama divulga resultado da operação que apreendeu caranguejo

Mais de 30 mil carangueijos foram apreendidos no Pará durante a operação de defeso do caranguejo. A ação ocorreu nos municípios de Ananindeua, Castanhal, Belém e região do salgado paraense (Curuçá, Marapani, São João da Ponta, Bragança, Santo Antônio do Tauá e São Caetano de Odivelas.

A operação foi realizada pelo Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Batalão de Polícia Ambiental, durante a quarta etapa do defeso da espécie em 2011, ocorrida entre os dias 19 e 25 de fevereiro, no Pará.

A fiscalização atuou nos locais de captura, manguezais e até os pontos de venda em diversas feiras livres. O consumidor que desrespeitou o defeso e transportava os animais em veículos também foi reprimido com barreiras nas principais rodovias do nordeste paraense. A maioria dos caranguejos apreendidos, segundo o Ibama, foi retirada ilegalmente de reservas marinhas do Estado.

Redação Portal ORM com informações do Ibama

MPE investigará esquema de sonegação fiscal

MPE investigará esquema de sonegação fiscal


O 2º promotor de justiça dos Crimes contra a Ordem Tributária, Francisco de Assis Lauzid, pediu ontem (28) ao procurador-geral de Justiça, Geraldo Rocha, e ao secretário estadual de Fazenda, José Tostes Neto, a abertura de investigação e apuração rigorosa das denúncias de sonegação fiscal contra o Grupo Leolar, de Marabá, que utilizaria um esquema de apoio eleitoral e doações para candidatos que, em troca, movimentariam suas influências políticas para produzir cancelamento de auditorias do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de resultados ridículos nas fiscalizações.

Na edição do último domingo, o DIÁRIO mostrou como o esquema funciona, produzindo evasão de divisas e sonegação que supera R$ 2 bilhões nos últimos dez anos. O secretário José Tostes, antes da manifestação do promotor, já havia recebido cópia de um dossiê mais amplo, contando em detalhes o envolvimento de várias grandes empresas nas fraudes contra os cofres públicos. Uma das providências tomadas foi a revisão de fiscalizações sobre as empresas suspeitas de sonegação.

Lauzid declarou ao DIÁRIO que os casos que chegaram ao seu conhecimento são graves e exigem providências, porque fazem parte de um “estratagema, em tese, engendrado e capitaneado por agentes públicos da Sefa e do governo estadual passado, alguns até nominalmente indigitados”. Para o promotor, o material configura, além de crime, ato de improbidade administrativa, ambos a serem apurados pelo Ministério Público.

No ofício enviado ao chefe do MPE, Lauzid pede que seja determinada a “apuração de ato de improbidade administrativa ao promotor com atribuição para o caso”. Quanto aos crimes fiscais, Lauzid diz já ter tomado a providência. Ele salienta que, observando a Súmula Vinculante n.º 24 do Supremo Tribunal Federal (STF), abrirá ação criminal.

A Súmula do STF, na verdade, engessa o trabalho do promotor. Ela diz que “não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no artigo. 1º, incisos I a IV, da lLei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo”. Ou seja, o promotor só pode fazer alguma coisa para punir os sonegadores depois que estes, mesmo flagrados burlando os cofres públicos, esgotarem todas as etapas de seus recursos no âmbito da Sefa.

AUDITORIAS

Além de pedir o “refazimento das auditorias fiscais procedidas anteriormente sob a indigitada suspeição”, ele quer também que sejam feitas as auditorias que deixaram de ser realizadas. As auditorias devem ser feitas em profundidade e devem abranger o período ainda não prescrito.

Para Charles Alcantara, que preside o Sindicato do Fisco no Pará (Sindifisco) as denúncias publicadas pelo DIÁRIO se revestem da “maior gravidade”. Ele disse que a entidade coloca-se a favor da mais rigorosa e transparente apuração de todos os fatos, “seja para punir os responsáveis, em se confirmando a veracidade da denúncia, seja para eximir de responsabilidade os injustamente envolvidos, se for o caso”.

O Sindifisco, segundo Alcantara, vem travando uma luta em favor da autonomia da administração tributária e da independência funcional dos seus agentes. “Temos defendido, com insistência, que o fisco é de Estado, e não de governos”, explica, acrescentando que a batalha é contra as interferências externas no fisco, especialmente contra as ingerências políticas que, invariavelmente, estão a serviço do poder econômico.

A defesa que Alcantara faz é de prerrogativas e garantias legais que assegurem aos agentes condições para cumprirem a sua missão, sem que estejam submetidos a “pressões, retaliações e intimidações”, por parte do poder econômico financiador - legal ou ilegal - de campanhas eleitorais.

“Temos afirmado e reafirmado, todos os dias, que, quanto maior a ingerência política no Fisco maior a injustiça tributária; maior o arbítrio; maior o clientelismo; maior o patrimonialismo; maior a corrupção e a sonegação”, resume. Alcantara diz também que irá acompanhar a apuração das denúncias, mas atento para evitar que reincida o que já se tornou comum no Brasil, em casos de clamor social e político: que haja a responsabilização injusta de inocentes ou que, como adverte a proverbial sabedoria popular, a “corda arrebente do lado mais fraco”. (Diário do Pará)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

'Não vai ter concurso público nenhum neste ano', diz Planejamento

'Não vai ter concurso público nenhum neste ano', diz Planejamento

Secretária afirma que concursos só ocorrerão em caso de 'emergência'.


Também não há previsão legal para reajustes de salários não acordados.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
 
Não vai haver nenhum concurso público para o governo federal neste ano, afirmou nesta segunda-feira (28) a secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Célia Correa. "A não ser que tenha uma emergência. Até mesmo aqueles [concursos] que já tinham sido realizados e que não tinham o curso de formação concluído não vão sair", declarou Célia. Até então, o governo havia anunciado a suspensão de concursos e nomeações, para analisar caso a caso, no caso de seleções que precisam da autorização do Planejamento.
 
Não vai ter concurso público nenhum nesse ano. A não ser que tenha uma emergência. Até mesmo aqueles que já tinham sido realizados e que não tinham o curso de formação concluído não vão sair"
Celia Correa, secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento

A medida faz parte da contenção de gastos públicos, tendo em vista o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano. Mais cedo, durante entrevista para detalhar a redução na verba prevista para 2011, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, havia falado novamente em adiamento de concursos e revisão de novas admissões, como já dissera no começo do mês.

"Também haverá um adiamento dos concursos públicos e revisão de novas admissões que estavam previstas", reafirmou a ministra nesta segunda.
 
Para que concursos vale a medida

Cabe ao Planejamento autorizar concursos e nomeações de aprovados no Poder Executivo -o ministério não interfere no Legislativo e no Judiciário em relação à contratação de pessoal, portanto, concursos para a Câmara, tribunais, ministérios públicos, defensorias e procuradorias não são afetados pelo corte. Assim como concursos estaduais e municipais.

Os cargos militares das Forças Armadas também estão fora do contingenciamento – ficam sujeitos às restrições somente os cargos civis. O mesmo vale para as estatais que não dependem do Tesouro, ou seja, têm orçamento próprio, como Banco do Brasil e Correios.

Entre os que dependem do Planejamento, há pelo menos oito concursos em andamento, entre eles os da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Embratur e do Ministério do Meio Ambiente. Ao menos outros dez que já divulgaram o resultado final aguardam autorização para começar a nomear os aprovados ou nomear para vagas restantes, segundo levantamento públicado pelo G1 no último dia 15.
 
Reajuste de salários

Segundo a secretária de Orçamento Federal, também não há previsão legal para reajustes de salários dos funcionários públicos, a não ser aqueles já acordados previamente. "Reajuste que não está completamente acordado, não tem como negociar", disse Célia.

Questionada sobre o reajuste pedido pelos servidores do Poder Judiciário, a secretária afirmou que, até o momento, não há previsão legal para autorizá-lo. "Não tem previsão. Do ponto de vista técnico e orçamentário, não tem previsão nenhuma. Só está previsto para os magistrados, de 5,2%", declarou.

São Raimundo derrota Paysandu no Colosso do Tapajós

São Raimundo derrota Paysandu no Colosso do Tapajós

O Pantera tirou azar em cima do Papão e venceu por 3 x 2

Pantera venceu a primeira partida no parazão - Foto de Carlos Matos
O São Raimundo conseguiu sua primeira vitória no primeiro turno do Campeonato Paraense, ao vencer o Paysandu por 3 x 2, em jogo realizado ontem à tarde no Estádio Colosso do Tapajós, em Santarém.
Foi o jogo dos opostos. O Pantera estava na lanterna do Parazão, enquanto que o Paysandu até então era o líder. Sem falar que o São Raimundo estava há 16 partidas oficiais sem vencer, ou seja, estava com um jejum de 310 dias sem saber o gosto de uma vitória oficial.
O Paysandu vinha de uma vitória por 3 a 2 sobre o Penarol (AM), pela Copa do Brasil, e precisava manter o bom momento, também, no Campeonato Paraense. Uma vitória sobre o São Raimundo eliminava, de vez, as críticas junto ao técnico Sérgio Cosme e o seu setor defensivo. Além do mais, a manutenção do primeiro lugar na tabela de classificação deixava o Papão tranqüilo nas semifinais, jogando por dois empates.
O primeiro grande lance do jogo surgiu através do Papão. Aos cinco minutos, Mendes perdeu gol claro. Entretanto, aos 14 minutos, o time da capital paraense tinha mais uma chance de abrir o placar. O meio-campo Alex Oliveira foi derrubado na área. Pênalti. Na cobrança, Mendes fez 1 a 0. Dois minutos depois, Mendes deixou a sua marca novamente, mas, erradamente, o assistente desmarcou o gol.
A partir daí, o São Raimundo cresceu na partida. Em jogada pela direita, o lateral-direito Sidny salvou o chute de Leandro Guerreiro. O meia Renato Medeiros, mais uma vez, desequilibrava à favor do Pantera. E de tanto pressionar, os santarenos chegaram ao empate. Com 33 minutos, o atacante Sató se redimiu da penalidade que fez: 1 a 1. Porém, na bola parada, o Paysandu ficou novamente na frente. Mendes recebeu cruzamento do zagueiro Ari e fez mais um: Paysandu 2 x 1 São Raimundo.
Para o segundo tempo, o Paysandu voltou a ser aquele time ruim no setor defensivo. Aos cinco minutos do segundo tempo, o atacante Sató aproveitou falha da zaga do bicolor e, novamente, empatou o embate: 2 a 2. O bicola ainda tentou responder com um chute de Rafael Oliveira, jogador apagado em todo o jogo. Contudo, Labilá fez grande defesa.
Na bobeada da zaga, o Pantera se aproveitou. Aos 35 minutos, o atacante Leandro Guerreiro marcou contra o Papão: 3 a 2. A partir daí, os santarenos só fizeram segurar o resultado. Ao final do jogo, o técnico Sérgio Cosme e alguns jogadores do Paysandu foram para cima do árbitro Marco Antônio da Silva Mendonça, alegando algumas irregularidades.
Apesar de derrotado, o Papão vai disputar a semifinal, junto com Remo, Independente e Cametá.
Ficha Técnica:
São Raimundo: Labilá; Rodrigo, Rodolfo, Thiago Junior e Rafael; Jardel, Daniel, Renato Medeiros (Aldivan) e Thiago (Kamar); Sató e Leandro Guerreiro.
Técnico: Charles Guerreiro.
Paysandu: Ney; Sidny, Ari, Hebert e Bryan (Zé Augusto); Alexandre Carioca, Billy, Alex Oliveira e Sandro (Vanderson); Mendes (Heliton) e Rafael Oliveira.
Técnico: Sérgio Cosme.
Local: Estádio Jader Fontenelle Barbalho (Barbalhão)
Árbitro: Marco Antônio da Silva Mendonça.
Cartão amarelo: Sató, Labilá e Thiago Carvalho (SÃO); Billy, Alex Oliveira e Sidny (PAY).
Cartão vermelho: Alex Oliveira (PAY).
Renda: R$ 26.065 mil.
Público pagante: 1.791 torcedores.
Da redação