sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Hospitais de Santarém não suportam demanda de pacientes renais

Hospitais de Santarém não suportam demanda de pacientes renais

Dr. Rodrigo Rodrigues faz o alerta sobre a grave situação na saúde

Dr. Rodrigo Rodrigues faz o alerta sobre a grave situação na saúde
A demanda crescente de portadores de doenças crônicas renais preocupa os setores de nefrologia do Pronto Socorro Municipal (PSM) e do Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará (HRBA). O diretor-clínico do Serviço de Nefrologia do PSM, Dr. Rodrigo Rodrigues, alerta que nos dois hospitais existem 130 pacientes em tratamento, o que para suportar a demanda da região Oeste do Pará seriam necessárias mais 250 vagas nas sessões de hemodiálise.
De acordo com o médico Rodrigo Rodrigues, a prevalência no Brasil é de 400 pacientes em hemodiálise para cada 01 milhão de habitantes, onde nos 20 municípios que compõem a região Oeste do Pará existe a totalidade da demanda, porém, os serviços dos dois hospitais em Santarém estão lotados, não tendo mais vagas para admitir novos portadores da doença tanto no PSM quanto no HRBA.
“Era pra termos 400 pacientes em hemodiálise na região, mas só temos 130 com os dois serviços lotados, não tendo mais vagas. Esses pacientes são colocados em lista de espera e controle que é enviada para a central de regulação, onde atualmente existem 15 pessoas esperando a vaga”, informa Dr. Rodrigo.
Segundo ele, a demanda cresceu nos últimos anos porque existem pessoas que são portadoras em estado avançado da doença renal crônica, mas que não sabem se tem o problema, por ser uma enfermidade considerada silenciosa, traiçoeira e que não dói. Dr. Rodrigo explica que a doença renal crônica não dá sintomas até que o portador descubra a enfermidade numa fase avançada, quando os médicos já não têm muito o que se fazer.
“Na fase avançada o paciente passa mal, apresentando inchaço e anemia, falta de ar, vomitando, com indisposição, com falta de apetite, com fraqueza, perdendo peso e ficando desnutrido. Isso porque não fez um acompanhamento anterior e já chega no PSM precisando de Diálise”, ressalta o médico, destacando que na região Oeste do Pará era para ter uma demanda em torno de 400 pacientes em tratamento de hemodiálise.
“Os pacientes que tem pressão alta e diabetes, que são as principais causas de doença renal crônica no mundo inteiro precisam uma vez por ano fazer um exame de creatinina e de urina, para saber se tem alguma alteração, para serem encaminhados para o médico nefrologista”, aconselhou.

Deficientes Físicos denunciam empresas de Ônibus

Deficientes Físicos denunciam empresas de Ônibus

Cadeirante denuncia motorista por não querer transportá-la

Edissimar Matos, da ADEFIS, denuncia desrespeito aos portadores de deficiências
A falta de ônibus adaptados com elevadores e assentos para cadeirantes levou a Associação dos Deficientes Físicos de Santarém (Adefis) a denunciar o caso. Segundo a Adefis, Santarém conta com apenas um ônibus adaptado para transportar cadeirantes, pertencente à empresa Borges, mas que virou alvo de denuncia por parte de uma deficiente.
A secretária da Adefis, Edissimar Matos, relata que recentemente uma associada da entidade denunciou o motorista do único ônibus adaptado para cadeirantes, da empresa Borges, que faz a linha Nova República/ Prefeitura, por não querer transportá-la diariamente até o centro de cidade, onde trabalha em uma loja de sua propriedade.
A Secretária afirma que por se sentir prejudicada com a situação, a cadeirante denunciou o motorista na Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e à gerência da Borges, que por sua vez tomou como atitude a transferência do veículo para a linha do Tabocal, o que prejudicou a associada e outros portadores de necessidades físicas.
“A Borges tomou essa atitude, porque sabia que não iria servir mais a ela e a outros cadeirantes. Todas às vezes que ela tentava pegar esse ônibus sempre havia a resposta de que o elevador estava com defeito ou travado, enquanto sabemos que a verdade não é essa”, dispara Edissimar Matos.
Segundo ela, depois que o ônibus adaptado foi transferido da Linha Nova República/ Prefeitura para o trecho entre o centro da cidade e o Tabocal, a cadeirante está usando táxi para chegar até o seu trabalho, porque não tem possibilidades de subir em outro coletivo sozinha e nem condições físicas para pegar um mototáxi para chegar ao comércio.
“A questão dos ônibus seria responsabilidade da SMT, de entrar em contato com os empresários do setor, para que possam adequar os carros, para terem utilidades para os portadores de deficiências físicas, em Santarém”, argumenta Edissimar, comentando que em outros Estados os motoristas e cobradores são treinados para ajudar o cadeirante na hora de subir e descer do ônibus.
“Em Santarém não temos isso. O que temos são motoristas e cobradores mal educados, porque não ajudam idosos, pessoas com muletas, muito menos cadeirantes a subir e descer dos ônibus”, criticou.

Ancião é covardemente agredido por líder comunitário

Ancião é covardemente agredido por líder comunitário

Arlindo foi cobrar explicações e recebeu como solução socos e pontapés

Arlindo foi cobrar explicações e recebeu como solução socos e pontapés
Dizem que reclamar e fazer denúncias, nem sempre é bom para a saúde. Que o diga o motorista profissional Arlindo Firmino de Sousa, de 65 anos,  morador à rua Santa Isabel, 141, Bairro do Jutai, em Santarém. O ancião,  preocupado em dar uma solução para o problema do aumento na taxa de consumo de água de sua residência, procurou o diretor do centro comunitário do bairro onde mora. Ocorre que em busca de uma solução, o que ele achou foi confusão e agressão por socos.
A agressão teve início no final do ano, quando cansado de pagar pela água que não cai de sua torneira, ele procurou o presidente do centro comunitário, Lucivaldo Soares, querendo uma explicação. Em troca da informações que pedia, o motorista recebeu um certeiro soco no rosto, ficando com um grande hematoma no rosto. Na tentativa de se esquivar da agressão, Arlindo tropeçou em um banco e acabou caindo, levantando só teve tempo de procurar a Seccional de Polícia Civil onde deu queixa contra o agressor. Tudo foi registrado no Boletim de Ocorrência número 00168/2010, ao delegado Edinaldo Silva de Sousa.
Fatos - Conforme denunciou na redação do jornal O Impacto, esta semana, Arlindo Firmino de Sousa é morador no bairro do Jutaí há mais de vinte anos, sempre pagou pelo consumo de água, que é feito através do microssistema do bairro. Mas nos dois últimos meses, além da taxa de água ter aumentado de dez para doze reais, o líquido precioso simplesmente sumiu das torneiras. Uma conta de energia elétrica, no valor de R$ 20.563,30,  de faturas pendentes desde o dia primeiro de  dezembro, sem pagamentos, teria feito com que os moradores do bairro ficassem sem o líquido precioso, porém, com o direito de pagar suas mensalidades. “Tem uma vizinha que é obrigada a tomar banho na casa da mãe dela, porque não tem água em casa”, disse o ancião.

Médico alerta – Manicures podem transmitir Aids e Hepatite

Médico alerta – Manicures podem transmitir Aids e Hepatite

Nélio Aguiar alerta para material utilizado pelas manicures

Nélio Aguiar alerta para material utilizado pelas manicures
Um caso que pode trazer sérias consequências, caso não seja remediado a tempo, é o que diz respeito ao uso de alicates e utensílios usados por manicures em Santarém, que não são esterilizados. O melhor seria que cada cliente trouxesse os materiais de sua casa, para que não fosse utilizado o do salão ou pertencente a manicure, que é usado por todos.
O médico Nélio Aguiar alerta: ”Esta é uma preocupação muito grande, devido aos índices elevados, principalmente da proliferação da Hepatite C no País, que é um problema seríssimo, mais grave até do que o HIV”. O médico e Vereador santareno citou que “a Hepatite C é uma doença silenciosa, onde a pessoa é contaminada, antes era pela transmissão sanguínea, hoje diminuiu muito, com a segurança dos centros de Hemoterapia”, disse o médico, ressaltando que “um das vias de contaminação infelizmente ainda existe, através de alicates, giletes e outros materais”, falou Nélio Aguiar. ”É preciso cuidado de todos, tanto de quem trabalha na área, o profissional, quanto das clientes”, avisou.
Segundo Nélio Aguiar, quem frequenta salão de beleza, seja para cortar cabelos, fazer a barba ou “fazer as unhas”, pode estar correndo risco de ser contaminado pelo vírus da Hepatite C. “Mas em Santarém não estão tendo esse cuidado por completo”, disse. “Alguns salões correm este risco de contaminação, porque seus profissionais não tomam os devidos cuidados”, alertou Nélio Aguiar.

Banhistas defecam e urinam na Praia de Alter do Chão

Banhistas defecam e urinam na Praia de Alter do Chão

Praia de Alter do Chão, a mais bonita do Brasil, virou banheiro público

Praia de Alter do Chão, a mais bonita do Brasil, virou banheiro público
A falta de educação de muitos, aliado a pouca estrutura que existe e aos minguados recursos que são destinados a manutenção do balneário, surgem como principais fatores para que muitos prefiram não querer visitar, muito menos freqüentar o famoso balneário santareno.
Entraves vão desde a falta de preparo de quem deveria estar no atendimento aos visitantes, aliados ao preço exorbitante dos alimentos oferecidos, sem falar das bocas de esgoto que caem diretamente na água do rio Tapajós e a falta de banheiros públicos.  Com a chegada do período de recesso e das férias escolares, a praia de Alter do Chão tende a ser mais visitada e com isso a procura de turistas e banhistas, “apertados”, procurando banheiro para satisfazer necessidades fisiológicas com certeza aumenta.
Segundo os freqüentadores do balneário, para ir ao sanitário você primeiro tem de sair da praia, depois desembolsar uma taxa em dinheiro para chegar até a Vila. Dependendo da situação, é possível chegar até lá e utilizar o sanitário de um comércio ou até mesmo o único sanitário público, que está em péssima condição de uso. Além de não possuir iluminação, as paredes apresentam rachaduras. Procurando evitar passar por todo este transtorno, a maioria dos banhistas age de imediato: urinam e defecam na própria praia.
“Tem muita gente que está na praia e para vim pra cá tem que pagar três reais numa catraia. Aí precisa de um banheiro e as barracas não atendem essa demanda. E o pessoal faz o quê? Na água, aí essa água fica poluída. A Prefeitura teria que investir em banheiros químicos”, explica Márcio Castelo, freqüentador do famoso balneário.
Como a ilha de Alter do Chão não dispõe de banheiros públicos e nem de banheiros químicos, urina e fezes atingindo as águas da praia podem expor os banhistas a bactérias, vírus e sabe-se lá o que mais de imundícies. A doença mais comum associada à água poluída por dejetos é a gastroenterite. Ela pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas: enjôo, vômitos, dores de estômago, diarréia, dor de cabeça e febre. Outras doenças menos graves incluem infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta. Convenhamos que sabendo de tudo isso, quem é o Cristão que vai se aventurar a freqüentar a Praia de Alter do Chão? A resposta tem que ser dada de imediato pelas autoridades de plantão.