sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Estado tem potencial para se tornar o maior produtor nacional de cacau

Estado tem potencial para se tornar o maior produtor nacional de cacau

Os produtores de cacau do Pará devem se preparar. O aumento de 15% no consumo mundial do fruto previsto para os próximos cinco anos mostra que o mercado está bem acordado, e deve gerar uma demanda de 650 mil toneladas, segundo dados da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac).


O Brasil, quinto maior exportador de cacau no planeta, está de olho nesta fatia - e pretende acelerar a produtividade das principais lavouras cacaueiras do País para abocanhar cerca de 60% dela. Bahia e Pará, que juntos produzem anualmente mais de 160 mil toneladas - e são os dois principais produtores do fruto no País -, devem disputar o mercado internacional amêndoa por amêndoa.


Com um crescimento geométrico da cacauicultura girando em torno de 7% ao ano no Estado, o produtor paraense pode levar vantagem, já que a Bahia não tem apresentado expansão neste indicador - apenas tenta recuperar o plantio em algumas áreas. Ainda que o futuro aponte para um cenário promissor, o Pará ainda tem muito o que semear, já que detém apenas 25% da produção nacional.


O diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira da Ceplac, Jay Wallace Mota, explica que ao todo a produção do cacau no Pará não ultrapassa 60 mil toneladas, plantadas em 120 mil hectares. 'A Bahia produz anualmente 100 mil toneladas do fruto, que ajuda no sustento de 25 mil produtores assistidos e suas famílias. No Pará, o total de produtores é de apenas 9 mil. A ideia é fazer com que o Estado chegue à produção de 120 a 150 mil nos próximos anos', assegura.


Mota enfatiza que, dentro das fronteiras paraenses, o cacau tem todas as possibilidades necessárias para expansão. 'É um Estado com a maior disponibilidade de área do País; com o mais expressivo número de produtores interessados no plantio do fruto; tem um solo fértil; com um grande quantitativo de famílias assentadas em projetos do Incra; e que tem condições de manter uma grande produtividade', pontua. Além disso, o diretor da Ceplac destaca que o cacau paraense é rico em gordura - o que vem sendo um grande diferencial ante outros mercados, já que nessas condições o fruto oferece um maior rendimento industrial devido o ponto de fusão elevado.


Uma parceria da Ceplac com o governo do Estado pode acelerar o processo de plantio do cacau no Pará - que precisa de quatro anos para dar os primeiros frutos. Segundo Jay Mota, o programa Funcacau (Fundo de Apoio a Cacauicultura) será imprescindível para que o Estado possa produzir 150 mil toneladas ao ano - fator que eliminaria a dependência externa. 'Deixaríamos de importar, e com isso se reduziria o risco de trazer pragas e doenças que não existem no Brasil, mas que acabam vindo nas amêndoas dos frutos', explica.


Mota lembra que, mesmo com longas distâncias, e estradas em estado precário de conservação, o preço do cacau - que é de R$ 5,00 o quilo - compensa para o produtor, pois o frete não chega a ser um problema.

Santarém registrou 42,9% de atrasos nos voos

Santarém registrou 42,9% de atrasos nos voos
 
A manhã de ontem foi complicada nos aeroportos do Pará. No balanço divulgado pela Infraero, dos 53 voos previstos entre 00h e 20h para o Aeroporto Internacional de Belém, 12 tiveram atraso (23,1 %) - mais de meia hora de diferença do horário previsto - e 4 foram cancelados (7,7%). No aeroporto de Santarém, 42,9% dos voos tiveram atrasos. No aeroporto de Carajás, 12,5% dos voos atrasaram, assim como em Altamira. Em Marabá, houve 13,3% de atrasos.

Anapu volta a ser palco de conflitos

Anapu volta a ser palco de conflitos
 
Atendendo a uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF), o secretário de Segurança Pública do Estado, delegado Luiz Fernandes, enviará reforço policial para o município de Anapu, na região da Transamazônica, onde assentados do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança bloquearam uma estrada para impedir a passagem de madeireiros ilegais que estão invadindo o assentamento.
O secretário esteve por toda a noite de ontem em reunião interna e informou, através de sua assessoria, que recebeu a solicitação por meio de um telefonema do procurador da República Alan Mansur e que o reforço policial será enviado. O contingente e a data devem ser definidos durante o dia de hoje, mas a ordem é que o deslocamento ocorra o mais rápido possível.
As informações que o MPF recebeu são de que um conflito é iminente. Um madeireiro que entrou na área para fazer derrubadas ilegais estaria impedido de sair por causa do bloqueio. O padre Amaro Lopes de Souza, da Comissão Pastoral da Terra, se deslocou para a estrada e acompanha o impasse. Fontes de dentro da secretaria garantem que Luiz Fernandes está bastante preocupado com o relato do MPF e que é quase certo que o governo mande policiais para a região.
“Diante dessa situação, solicitamos envio de reforço policial urgente para a região de Anapu, para coibir quaisquer ações ilegais, evitando a retirada irregular de madeira da área e garantindo a ordem pública no município”, diz o ofício enviado ontem ao secretário Luiz Fernandes e assinado pelos procuradores Alan Mansur e Daniel Avelino.
Foi no PDS Esperança que foi morta a missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. As invasões de madeireiros no assentamento ocorreram durante todo o ano de 2010 e houve vários flagrantes do Ibama de extração ilegal de madeira na área.
Em agosto do ano passado, depois que dois veículos de madeireiros foram incendiados, o MPF chegou a pedir apoio da Força Nacional para garantir a segurança, mas os homens não foram enviados. A falta de policiamento causou perigo inclusive aos fiscais ambientais e o governo paraense na época não fortaleceu a presença policial na região. Agora, as informações são de que a situação piorou.
VIOLÊNCIA
Foi no PDS Esperança que foi assassinada a missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005. As invasões de madeireiros no assentamento ocorreram durante todo o ano de 2010.

UFPA abre concurso para professor substituto

UFPA abre concurso para professor substituto
 
Sexta-Feira, 14/01/2011, 07:16:53
 
A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou o edital do concurso público com a oferta de 13 oportunidades para as áreas de Botânica, Didática, Psicologia da Educação, Clínica Odontológica, Propedêutica Odontológica, Antropologia Cultural e Direito Penal, entre outros.
As inscrições podem ser feitas entre os dias 17 de janeiro a 17 de fevereiro nas unidades às quais as chances são destinadas - cada disciplina possui um prazo diferente. Os inscritos passarão por provas escritas, didática e de títulos. Aprovados serão admitidos por meio da Lei 8.745/93 e receberão salários que variam de R$ 2.265,78 a R$ 4,3 mil.

Emater tem a primeira mulher na presidência

Emater tem a primeira mulher na presidência



A nova diretoria executiva da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) foi apresentada nesta terça-feira (11), em cerimônia simples realizada no escritório central do órgão, em Marituba, na presença do secretário de estado de Agricultura, Hidelgardo Nunes, além de funcionários, agricultores, representantes de instituições parceiras e políticos.

Primeira mulher na presidência da Emater em toda a história do órgão, a engenheira agrônoma Cleide Amorim terá como principais colaboradores o diretor técnico e também engenheiro agrônomo Humberto Reale, e o diretor administrativo e advogado Rodrigo Mendes.

Os três assumem o desafio de encaminhar a gestão de uma Empresa com 45 anos e mais de mil funcionários distribuídos pelos 144 municípios paraenses: "Depois da Polícia, a Emater é o agente do Estado mais presente em qualquer município", resumiu o deputado Márcio Miranda.

Gestão será baseada no diálogo

Servidor de carreira da Emater, Humberto Reale encabeçava uma lista tríplice resultante de uma eleição democrática entre os colegas. O governo, assim, consagrou a escolha popular, oficializando o primeiro nome entre os mais votados pelos funcionários. "Isso mostra o prestígio dos funcionários junto à presidência e ao governador Simão Jatene, bem como o respeito que temos pela democracia. Acatamos a vontade da maioria", ressaltou Cleide Amorim.

Graduado e especializado em Agricultura Integrada na Amazônia pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Reale trabalha na Emater há 17 anos, e sua trajetória começou nos municípios de Viseu e de Nova Timboteua. De lá saiu para ajudar a fundar o escritório local de Peixe-Boi, onde foi chefe. Também chefiou o escritório local de Ourém, para depois tomar a frente da supervisão regional de Conceição do Araguaia. Há três anos era administrador da Unidade Didático-Agroecológica do Nordeste Paraense (UDB), em Bragança. Humberto Reale planeja uma gestão baseada no trabalho. "Tenho experiência e força de vontade para não decepcionar nem a presidente, nem meus colegas, nem os agricultores familiares", disse.

Já Rodrigo Mendes é formado em direito pela Faculdade Ideal (Faci) e em gestão de empresas pelo Centro de Ensino Unificado do Maranhão (Ceuma), instituição pela qual também se especializou em gestão pública. Foi presidente da Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) do Departamento de Trânsito do Pará por dois anos, e atualmente era secretário parlamentar da Câmara Federal de Deputados, em Brasília.

Mendes defende uma diretoria administrativo-financeira "comprometida com a moral e a ética e baseada no "diálogo direto com os funcionários". Já Cleide Amorim, é funcionária concursada do governo do estado há 33 anos. Iniciou a carreira de servidora na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Desde 1983, atuava na Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), onde se destacou como coordenadora de todas as edições da Semana da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria (Frutal Amazônia / Flor Pará).

Também passou pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Centrais de Abastecimento do Pará (Ceasa) e Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Formada pela UFRA, tem duas especializações: em Agronegócio e Heveicultura (cultivo de seringueiras). A principal diretriz de sua gestão, adianta, é reestabelecer parcerias institucionais, intensificando a relação com o interior, trabalhando em equipe e com transparência. "Meu lema é ‘pensar, fazer e, principalmente, escutar", anunciou.

Servidores apostam na força feminina
O secretário de estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, destacou que a posse da nova diretoria executiva marca uma nova era para a Emater, sobretudo por ter à frente uma mulher, cuja sensibilidade pode ajudar a fortalecer o aspecto humano da atividade de assistência técnica e extensão rural".

Além disso, completa ele, "não se pode deixar de enxergar o fato de que a Emater é o grande braço operacional da Sagri. Entre ambas, a vinculação por convicção tem que ser maior do que a vinculação hierárquica. Temos que acreditar que, juntos, recolocaremos o Pará no caminho do desenvolvimento, por meio da produção agropecuária", concluiu.

A diretora administrativa da Sagri, Iacira Sedrim, uma das fundadoras da Emater, relacionou esse novo momento da instituição à trajetória da nova presidente: "Foram 45 anos de luta, auto-afirmação e demonstração de competência até termos o orgulho de ver uma mulher no comando da Emater", concluiu.