terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Procuradoria Eleitoral do Amazonas pede cassação de Eduardo Braga

Procuradoria Eleitoral do Amazonas pede cassação de Eduardo Braga

Apontado como beneficiário da distribuição de equipamentos agrícolas para fins eleitoreiros

Eduardo Braga
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Amazonas pediu a cassação do diploma do senador eleito e ex-governador do estado Eduardo Braga e dos suplentes dele, Sandra Braga e Lírio Parisotto.
Braga é apontado como beneficiário da distribuição de equipamentos agrícolas para fins eleitoreiros, realizada no interior do estado pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).
O PRE encaminhou também ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas a aplicação de multa e a declaração de inelegibilidade do ex-governador por um período de oito anos.
A distribuição de equipamentos agrícolas em 2009 e 2010 faz parte do programa Zona Franca Verde. Segundo a denúncia o Governo – por meio da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), a qual é vinculado o Idam – teria feito com que fossem doados mais de 28 mil equipamentos, entre motores a gasolina, rabetas, kits ferramenta e kits pescador, até abril deste ano, enquanto, durante todo o ano de 2009, foram doados cerca de 21 mil utensílios.
O aumento de doação de equipamentos nos primeiros meses deste ano demonstra que a Sepror estava sendo manipulada, como abuso de poder, para angariar simpatia aos candidatos oficiais, em especial aos dirigentes maiores, tendo Braga como principal beneficiário.

Vereadores brigam na Câmara de Itaituba

Vereadores brigam na Câmara de Itaituba
 
Terça-Feira, 14/12/2010, 11:01:28
 
Clima tenso no início dos trabalhos da Câmara Municipal de Itaituba nesta terça-feira (14). Aconteceu confronto físico no plenário, minutos antes do início da votação para eleger a nova presidência da casa.
Pouco antes do início dos trabalhos, quando os vereadores acabaram de montar a mesa diretora da Câmara Municipal, o clima ficou tenso. A expectativa em torno da eleição da nova presidência da casa alterou os ânimos, e muita gente se envolveu na confusão, que já começava com uma rápida discussão entre o atual presidente da Câmara, vereador Hilton Aguiar (PSC) e o líder do governo, Luis Fernando Sadeck, o Peninha (PMDB).
A situação se agravou mesmo depois que o vereador da oposição, Mário César Aguiar (PR), contestou a presença de pessoas na área destinada aos vereadores, tudo porque o ex-vereador e colaborador do governo municipal, Israel Santos, foi conversar com a vereadora Eva do Liberdade. Israel ainda conversava com a vereadora quando teve sua atitude reprovada por César Aguiar.
Em seguida, um assessor parlamentar tentou retirar Israel Santos a força, e começou o confronto físico. Logo, várias pessoas estavam envolvidas, forçando os próprios vereadores a se retirarem do local às pressas. Foi necessária a presença da Polícia Militar para conter os ânimos. Em menos de dez minutos, praticamente todo o efetivo de policiamento do comércio estava na Câmara.
Outro assessor da Prefeitura, um dos envolvidos na confusão, foi retirado do plenário e impedido de retornar. Só depois de aproximadamente quarenta minutos de tensão, os trabalhos reiniciaram. Mesmo assim, só uma chapa, encabeçada pelo vereador João Bastos Rodrigues e vereadora Eva do Liberdade, foi apresentada para concorrer à presidência. O líder do governo, vereador Luis Fernando Sadec, que também iria concorrer, se recusou a apresentar sua chapa. (Mauro Torres/Sucursal do Diário em Itaituba)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Valtinho abre caixa preta do futebol santareno

11 de dezembro 2010 as 9:22 am

Valtinho abre caixa preta do futebol santareno

Dirigentes usam São Raimundo para interesses pessoais

Inconformado com algumas situações que o futebol santareno vem enfrentando nos últimos meses, o treinador Valter Lima, “Valtinho”, declarou em entrevista exclusiva à nossa reportagem, que a decadência do São Raimundo nas competições que disputou nesse ano, como Campeonato Paraense, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série C, foram em decorrência do uso do time, para interesses pessoais por alguns dirigentes. Para ele, a vaidade fez com que a diretoria do São Raimundo virasse uma verdadeira “Torre de Babel”, onde ninguém se entendia. “Valtinho” falou, ainda, do São Francisco e outros assuntos do futebol santareno. Acompanhe os principais detalhes:
Valter Lima
Jornal O Impacto: Qual a análise do trabalho profissional que você implementou no futebol santareno, mas que outras pessoas não conseguiram dar prosseguimento?
Valter Lima: O futebol santareno viveu uma fase muito boa no tempo em que tínhamos um campeonato amador muito forte e as pessoas se envolviam bastante, como em Belém. A torcida tinha o futebol na veia, ou seja, no tempo do Elinaldo Barbosa, quando havia um interesse muito grande por parte dos torcedores. Na fase do Barbalhão, também tivemos bons momentos no campeonato amador, antes de iniciarmos no profissional. Depois tivemos um momento muito complicado, onde a torcida perdeu o interesse e passou a ver pela televisão o futebol de outros estados, principalmente os campeonatos Carioca e Paulista, como um motivo maior do que o próprio esporte local.
Jornal O Impacto: O que levou o futebol santareno a ter essa decadência?
Valter Lima: Tudo isso foi em função da falta de organização e estrutura e os canais de televisão fechados, a possibilidade de lazer das pessoas irem ao um balneário, como Alter do Chão, em que o acesso foi ficando muito fácil, o que contribuiu para que a população perdesse o interesse pelo futebol local. Se forem oferecidas boas possibilidades, se terá um mercado para tudo. Isso ficou tão evidente quando o São Raimundo teve essa ascensão e, que a torcida lotou o estádio e viu o futebol como prioridade. A falta de estrutura é o que levava a torcida a ficar desacreditada do futebol. Ultimamente tivemos um momento não muito bom, com o São Raimundo, que depois de uma fase boa não manteve o mesmo nível e sofreu várias derrotas; bem como o São Francisco que não conseguiu se classificar para o Campeonato Paraense.
Jornal O Impacto: O senhor acredita que muitos dirigentes do São Raimundo usaram o time para se promover pessoalmente?
Valter Lima: Com certeza. Além de alguns dirigentes do São Raimundo, em geral, as pessoas que estão no futebol na sua grande maioria e não na sua totalidade, num percentual de 90% entram no clube por interesses pessoais, políticos e financeiro. Às vezes um marketing pessoal ou a convivência dentro do esporte. O futebol na sua totalidade é praticamente isso. Não vou especificar que no São Raimundo é isso, mas o futebol de uma maneira geral engloba todo mundo.
Jornal O Impacto: E a subida do São Raimundo para a Série C, seguida da queda novamente para a 4ª Divisão do Brasileirão, como o senhor analisa essa questão?
Valter Lima: Ninguém imaginaria que o São Raimundo algum dia chegasse a um espaço tão grande a nível nacional. O São Raimundo já havia disputado alguns campeonatos e, estamos aí numa faixa de 12 anos na competição profissional e ninguém nunca imaginou que chegaria a tanto. Em grande parte dos campeonatos a própria torcida e os meios de comunicação falavam que não adiantava o time disputar a competição profissional, porque não ganhava. Eles sugeriam que o time participasse do campeonato amador. Já estava sendo consolidada uma idéia de que o futebol profissional não era viável.
Jornal O Impacto: Quando começou a ascensão do São Raimundo no futebol profissional?
Valter Lima: Desde o campeonato paraense de 2009 o São Raimundo teve um ascensão muito grande. Veio de uma fase desacreditada, onde alguns abnegados tomaram frente e assumiram o departamento de futebol do clube naquele momento. Foi quando eu fui convidado para trabalhar no clube e saímos desacreditados para Belém, onde jogamos todo o primeiro turno lá e tivemos uma ascensão fantástica. Depois jogamos o segundo turno aqui, então, foi uma campanha muito boa, que deu a possibilidade do time ir para a Copa do Brasil, que era a minha grande meta. Acho que era uma maneira de elevar o nome da cidade e do clube a nível nacional. Em 2010 o São Raimundo não teve um desempenho muito bom por diversos motivos, entre eles, a vaidade excessiva, a falta de harmonia, diálogo, companheirismo e idéias concatenadas. Isso foi por parte das pessoas que dirigem o clube. Foi assim um mar de vaidade. O clube virou uma verdadeira “Torre de Babel”, onde poucos conseguiam se entender, somente dois ou três conseguiam dialogar. É um clube, onde os interesses pessoais e a vaidade tomaram conta.
Jornal O Impacto: Como foi sua passagem pelo São Raimundo?
Valter Lima: Eu já trabalho há muito tempo no futebol e, pra mim, cumpri a minha obrigação no clube. Das vezes que passei pelo São Raimundo procurei fazer com dedicação o meu trabalho. Só para se ter uma idéia, tenho 162 partidas no comando do São Raimundo, com 86 vitórias, desde 1989 até a última vez que em que estive no clube. Em 1989 quando ainda tínhamos um campeonato amador muito acirrado, o São Raimundo estava há 09 anos sem ser campeão e, praticamente garoto entrei como treinador e conquistei o titulo pelo Pantera. A partir desse momento até aqui, tenho esse número de jogos, vitórias e alguns empates. No total somam-se mais vitórias do que derrota, então, é isso, eu não guardo mágoas no futebol, que por si só vai contando sua história, no seu devido tempo, definindo as coisas e a Justiça vai sendo feita.
Jornal O Impacto: Você tem uma história dentro do São Raimundo. Você não ficou mágoa de ninguém?
Valter Lima: Não! O clube e a torcida são maiores que qualquer coisa que venha a ser de cunho individual, inclusive o sentimento de rancor.
Jornal O Impacto: Qual foi o motivo do presidente Rosinaldo do Vale ter dado uma entrevista contra sua pessoa:
Valter Lima: Falta de informação. Tivemos uma reunião onde tinham 08 membros da diretoria e o único ausente era ele, para definir a situação do Beto. Resolvemos pelo afastamento e depois de uma emana ele deu uma entrevista defendendo o Beto. Eu não sei até onde ele sabe das coisas do clube, pois no mínimo a reunião deveria ter uma pauta onde o presidente colocaria também o seu ponto de vista. Quanto a gostar de mim ou não, isto é problema dele. Sou aquele cara que trabalha e vai embora para casa, não fico papeando com ninguém, não faço churrasco para dirigente nem jogador. O meu meio é de pessoas que normalmente não fazem parte do futebol.
Jornal O Impacto: Então, você não gosta do meio do futebol?
Valter Lima: Não! Apenas tolero por questões profissionais. O meio é feito de 90% de pessoas falsas e aí não dá para definir os 10% que são o trigo. É melhor ficar fora.
Jornal O Impacto: E por que você decidiu pelo afastamento do Beto?
Valter Lima: Nada contra o Beto jogador, até porque eu que o indiquei no momento de montar o plantel para a Série D. Acho ele um bom jogador, só que não tinha naquele momento uma postura de profissional, de acordo com o que penso. Quando ele foi para Marabá com a bolsa do Remo, para mim foi a gota D´água.
Jornal O Impacto: O que você acha do São Raimundo no Rio de Janeiro?
Valter Lima: Eu não acho nada. Quem tem que achar a Cidade Maravilhosa são eles que estão lá. Só não entendo é que quando levei o São Raimundo para Belterra uma parte da imprensa ficou criticando, que era longe para cobrir o clube no dia a dia. E agora? Nas minhas contas, o Rio de Janeiro é mais longe que Belterra. Mas quero que dê certo, até porque é o anseio de toda uma torcida. Vejo que, agora está todo mundo muito calado. Mas entendo também que se tudo que for feito para a melhoria do time, será importante. Se lá no Rio de Janeiro, o São Raimundo está indo por uma nova concepção, tendo o topo do mundo do futebol como modelo e exemplo de organização, eu apoio. O time vai disputar o Campeonato Paraense, que é um direcionamento para a Copa do Brasil. Se tudo isso é importante para ganhar, que seja feito.
Jornal O Impacto: Sobre a união dos dirigentes do São Francisco em trabalhar para colocar o time novamente no topo do futebol profissional, como o senhor vê essa questão?
Valter Lima: Com relação ao São Francisco, acho isso importante, porque quebra um paradigma de que só havia espaço para um clube disputar um campeonato profissional e não dava para dois times. O São Francisco foi rebaixado, ficou só o São Raimundo e uma torcida ficou órfã. O torcedor fiel do São Francisco jamais torce pelo São Raimundo, porque a grande alegria da torcida é quando o time ganha e o adversário perde. Tinha muito torcedor do São Francisco que ficava alegre quando o São Raimundo perdia. Assim como soltaram fogos pela cidade quando o São Francisco foi desclassificado, recentemente, na segunda divisão do Campeonato Paraense. Essa rivalidade deve existir e vejo com bons olhos a idéia de que a diretoria do São Francisco se organize, que os dirigentes acreditem no profissionalismo, não sejam tão sentimentais, como foram agora, para fazer um time competitivo e que vá ao anseio da torcida. Os torcedores do São Francisco são em grande número e divide Santarém, então, o time merece voltar ao topo do profissionalismo.
Jornal o Impacto: O campeonato amador é viável para Santarém?
Valter Lima: Acho que o campeonato amador é improdutivo. Deve existir o campeonato amador, sim, por uma questão social, que dá acesso a algumas pessoas no futebol, como jovens jogando, mas é improdutivo a nível de futuro para um clube profissional. De todos esses campeonatos amadores não conseguimos captar nenhum jogador para o time profissional. O que deve ser feito é o trabalho de base, desde escolhinha até o sub-12, 13 e 18 e, assim poderemos preparar atletas.
Jornal O Impacto: O senhor acredita que a torcida ainda vai voltar a lotar o Colosso do Tapajós?
Valter Lima: Se o time começar a ganhar o torcedor volta, porque a torcida é motivada pela paixão. Agora no Campeonato Paraense, se o time do São Raimundo for bem e ganhar, a torcida voltará a encher o estádio, com certeza.
Jornal O Impacto: Quais foram os melhores dirigentes até agora, no futebol, para você?
Valter Lima: Élvio Fonseca, Dr. Levi (Clube do Remo) e o Dr. Tolentino. O mais incrível é, que eu antes de ir embora de Santarém, eu joguei com 15 anos em uma excursão com o São Raimundo e o dirigente era o Dr. Everaldo Martins. Naquela ocasião, ele falou ao presidente do Pantera, que nem me lembro o nome agora, para cuidar bem daquele garoto, pois previa que grandes momentos estariam na minha mão.
Jornal O Impacto: Para finalizar, você aceitaria retornar ao comando técnico do São Raimundo?
Valter Lima: Enquanto o Rosinaldo do Vale for presidente, jamais retornarei para o São Raimundo. Tenho admiração por alguns dirigentes, mais ou menos três, porém, a maioria só queria e quer se aproveitar da boa fase do clube. Sei que a maior parte da torcida do Pantera está do meu lado. Se eu estivesse ficado no comando do São Raimundo, na Série C, teria levado o clube para a Série B. Consegui dois empates fora de casa, mas mesmo assim fui demitido pelo Rosinaldo quando a delegação estava em Rio Branco, no Acre.
Por: Manoel Cardoso

Jatene fará mudanças na estrutura de governo

Jatene fará mudanças na estrutura de governo
 
Sábado, 11/12/2010, 05:12:45
 
O governador eleito Simão Jatene vai fazer o que chamou de uma revisão na estrutura administrativa do Estado. Embora recuse o termo “reforma administrativa”, Jatene admite que haverá mudanças com a criação, fusão ou extinção de estruturas existentes. O novo desenho, segundo ele, não está fechado.

“Temos um problema que é a estrutura do Estado hoje. Será feita uma revisão”, disse, afirmando que, em função disso, aumentam as dificuldades para fechar o secretariado, já que é preciso escolher nomes para preencher os cargos existentes hoje, mas “já visando a nova estrutura”.

Para definir o novo desenho, Jatene diz que tem ouvido entidades que atuam na área da administração pública e avaliado o funcionamento de Estados como Minas Gerais. “Hoje há superposição. Foram sendo criados alguns órgãos que, em determinado momento, foram importantes, mas quando se olha o conjunto acaba-se tendo um Frankenstein”.

A expectativa era de que Jatene apresentasse pelo menos três secretários ontem, mas ele decidiu adiar o anúncio. Os primeiros nomes a serem revelados serão dos secretários de Educação, Saúde e Segurança.

Jatene disse que, no momento, as maiores preocupações estão com as informações da gestão do Estado e com o orçamento. Jatene vem denunciando o corte - no projeto de lei orçamentária feito pelo atual governo para 2011 - de recursos para custeio de áreas como a Superintendência do Sistema Penal e a falta de investimentos na segurança pública. “Não se pode fazer um orçamento baseado em recursos que não estão sob a nossa governabilidade”.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Polícia prende membros do alto escalão da Sema

Polícia prende membros do alto escalão da Sema
 
Sexta-Feira, 10/12/2010, 09:30:26
 
Polícia prende membros do alto escalão da Sema (Foto: Arquivo/Diário do Pará)

"Ferreirinha", presidente do Águia Futebol Clube, foi preso em Marabá (Foto: Arquivo/Diário do Pará)
A Polícia Federal deflagrou hoje (10) a operação "Alvorecer” para investigar e comprovar a participação de pessoas físicas e jurídicas, possivelmente organizadas em quadrilha, envolvidas em prática de crimes ambientais diversos.
Estes trabalhos policiais iniciaram-se no curso da Operação Delta, iniciada em abril deste ano, para o combate ao desmatamento e o comércio ilegal de madeira na Região Metropolitana de Belém, após a coleta de dados importantes acerca da suspeita de corrupção em órgão de fiscalização ambiental do Pará.
Segundo informações da Polícia Federal, no curso das investigações foram constatadas a participação de servidores da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) numa rede de corrupção. Os trabalhos investigativos se centralizaram no comando do grupo criminoso e foram obtidos indícios contra dez pessoas. Destas, a PF já prendeu quatro. Sebastião Ferreira Neto, conhecido como “Ferreirinha”, ex-vereador de Marabá e presidente do Águia Futebol Clube, foi preso em Marabá. Em Belém, foram presos Cláudio Cunha, ex-secretário adjunto da Sema; Paula Fernanda Viegas, chefe do Setor de Georreferenciamento; e Wandserson do Egito Sena, despachante Corretor da Sema.
O esquema se baseava na aprovação ilegal de vistorias e de licenças para a exploração de madeira e planos de manejo, por meio do pagamento de propina por empresários madeireiros aos servidores de diversos escalões da Sema. A facilitação e os pagamentos ilícitos se davam através de despachantes, os quais tinham relação com os servidores públicos contratados para reprimir a prática da qual tiravam proveito pelo cargo ocupado.
"As ações da quadrilha eram audaciosas e organizadas. Há indícios de fraude em mais de 200 processos, que geraram enormes prejuízos e a circulação ilegal de centenas milhões de reais. O valor da 'propina' dependia do cargo do envolvido e da sua ingerência na agilização para aprovação e na capacidade de dar aparência de legalidade ao esquema", explica.
Corrupção de cima abaixo
A corrupção era dividida em dois níveis: no primeiro os funcionários subalternos recebiam valores para desempenhar atos ou dar agilidade à tramitação de processos; num segundo nível, os funcionários do alto escalão cobravam um percentual do valor total do planos de manejo florestal para aprovar o plano, não importando se os mesmos estariam irregulares ou não.
Durante as investigações, que aconteceram também no curso da última campanha eleitoral, constataram-se indícios de que a gestão da Sema também pode ter sido utilizada como meio de apoio político para campanhas a cargos eletivos.
Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão aos envolvidos no caso foram expedidos pela 9ª Vara da Justiça Federal da capital. No total, já são dez acusados: seis servidores da Sema, um servidor do Ibama, que fôra cedido para atuar junto aquela Secretaria, e três despachantes do setor.
"Vale consignar que o prejuízo causado por este esquema de corrupção é dos mais variados e já conhecidos pela sociedade. Ademais, neste caso, o dano ambiental é evidente. Ao se aprovarem projetos de manejo florestal em área que não apresenta condições, agride-se o meio-ambiente para resguardar interesse de poucos, muitos dos quais pagos com dinheiro público exatamente para coibir as práticas das quais se elocupretavam", afirmou em nota a Polícia Federal.
Os presos serão indiciados por violação aos artigos 313-A, 317, 319, 321 e 288 do Código Penal (servidores púplicos) e art. ART 288, Art. 332 e Art. 333 (particulares), além do artigo 50-A  da Lei 9605/98, com penas previstas de 2 a 12 anos de prisão. (DOL, com informações da Polícia Federal)