11.07.2011.
De acordo com o CPC, a previsão é que os resultados de DNA estejam disponíveis em 1 mês.
O avião seguia para a comunidade indígena de Cuxaré Santarém - As famílias das vítimas do acidente aéreo que resultou na morte de quatro pessoas no início deste mês, estão inconformados com a tragédia e questionam a demora na liberação dos corpos.
Os tripulantes do bimotor eram, Francisco do Carmo Miranda (piloto), Jocenildo Campos Cardoso (co-piloto), além de dois técnicos hidrográficos Sinval Martins da Silva e Arivaldo Dias.
Na casa de uma das vítimas os parentes do piloto e co-piloto do avião se reuniram. A esposa de Jocenildo, Eliana Cardoso relembra o momento em que viu fragmentos dos corpos que estavam na área onde a aeronave foi encontrada.
Para ela o material não parecia carbonizado. “Pelo o que nós vimos ontem, que eles falaram que o avião pegou fogo, explodiu. (...) pra mim ali comprova que aquilo não tá ‘carborizado’, porque ‘carborizado’ pra mim é carvão e ali tinha pedaço.” afirma Eliana.
A esposa ainda ressalta que estão sendo enganados. “Eles tão querendo encobrir alguma coisa, sabe, eles não tão querendo contar a verdade pra gente, e a gente espera a verdade a gente quer a verdade.” destaca.
A revolta da esposa do co-piloto demonstra revolta com a demora para a liberação dos restos mortais, pois ela quer ter certeza se são os do marido.
A família espera agilidade nos procedimentos para a identificação das pessoas que estavam no bimotor.
Resultado da perícia sai em 30 dias
Os fragmentos encontrados foram encaminhados ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, onde foram submetidos a exames necroscópicos, porém o CPC não conseguiu realizar a identificação dos corpos, por isso todo o material será enviado para Belém. O centro já realizou a coleta de sangue dos parentes das vítimas para realizar análise de DNA. A previsão é que os resultados estejam disponíveis em 1 mês.
De acordo com o CPC o atestado de óbito ainda não pode ser fornecido devido a não identificação dos corpos.
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